Comprar material de obra no chute custa caro dos dois lados. Se você compra de menos, para a obra no meio para repor e ainda corre o risco de pegar um lote de piso com tonalidade diferente. Se compra de mais, sobra dinheiro parado em saco de cimento que endurece e em piso que ninguém vai usar. O quantitativo de materiais é o cálculo que resolve isso antes de a obra começar.
Esta calculadora estima de uma vez os principais materiais a partir de duas medidas simples: a área de parede que você vai levantar e a área de piso que vai assentar. Ajuste os campos acima e veja, na hora, quantos tijolos, sacos de cimento, quilos de argamassa e caixas de piso a obra pede, com a sua perda já incluída.
Como ler os resultados
- Tijolos ou blocos é o número grande: a quantidade de peças para levantar a parede, já com a perda somada. Depende do tipo que você escolhe, porque cada peça cobre uma área diferente.
- Sacos de cimento (50 kg) estima o cimento para assentamento e reboco da parede.
- Argamassa de assentamento é a massa que vai entre os tijolos, em quilos.
- Argamassa colante (piso) é o adesivo para assentar o piso, em quilos, e muda conforme o tamanho da placa.
- Rejunte é a massa das juntas entre as placas, em quilos.
- Piso com perda é a área real de piso a comprar, e caixas de piso traduz isso em embalagens aproximadas.
Os índices por m² que a ferramenta usa
Todo quantitativo parte de um consumo por metro quadrado. Para a parede, o índice mais conhecido é o de tijolos por m²: o tijolo cerâmico 9x19x19 assentado na largura de 9 cm rende cerca de 25 unidades por m², enquanto o bloco cerâmico fica em torno de 16 e o bloco de concreto em torno de 12,5, por serem peças maiores. Esses valores são referência consolidada do setor (veja a Neo Ipsum sobre como quantificar tijolos).
Para o piso, o consumo de argamassa colante depende do tamanho da placa: peças grandes pedem camada mais espessa e dupla colagem, então a 60x60 gira em torno de 5 kg/m², a 80x80 perto de 6 kg/m² e a 90x90 perto de 7 kg/m². A faixa geral do mercado fica entre 4 e 6 kg/m², subindo em porcelanato grande, como detalha o Mapa da Obra. O cimento de parede usa uma referência de cerca de meio saco de 50 kg por m² entre assentamento e reboco, e a argamassa de assentamento, cerca de 30 kg/m². São índices orientativos, não números de projeto.
Por que a perda não é detalhe
A perda é o que separa um quantitativo que funciona de um que deixa a obra parada. Cortes nas bordas, peças que quebram, recortes que sobram e tonalidades que não batem fazem com que o consumo real seja sempre maior que a conta limpa. O usual é trabalhar com 10% de perda, subindo para 15% ou mais quando há muitos recortes, peças grandes ou paredes irregulares. Por isso o percentual de perda entra em todos os resultados desta ferramenta: é melhor sobrar um pouco do que parar a obra para repor material e pagar frete extra.
Do quantitativo ao orçamento
O quantitativo é o primeiro passo; o segundo é transformar essas quantidades em custo e margem. Se você presta serviço ou revende material, vale combinar esta calculadora com a de orçamento de reforma por m² para estimar o valor total da obra, e com a de margem e markup de orçamentos para não vender material no custo. Distribuidores e lojas de material de construção encontram na página de distribuidores de materiais como usar ferramentas como esta para gerar orçamento e captar clientes de obra.
O que fazer com o número
Leve o quantitativo para a conversa com o seu pedreiro e com o fornecedor em vez de chegar à loja no escuro. Os índices são médios do setor: confirme sempre com a ficha técnica de cada produto, porque o consumo real muda com a técnica, o traço da argamassa e a regularidade das paredes. Para aprofundar em como apresentar orçamentos de obra que fecham mais, veja o guia de orçamentos que fecham mais trabalhos.
Explore as outras ferramentas gratuitas para dimensionar o resto da obra e do seu negócio. Quando quiser estruturar a captação de clientes de obra, conversamos.