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Calculadora de preço por hora (autônomo)

Descubra quanto cobrar por hora como pedreiro, eletricista, encanador ou pintor autônomo no Brasil sem cobrar pouco. A calculadora parte da renda líquida que você quer levar para casa e soma os custos que quase ninguém conta na hora de precificar: contribuição do INSS, ferramentas, deslocamento e combustível, outros custos fixos, semanas de férias não remuneradas e a diferença entre horas trabalhadas e horas faturáveis. Em tempo real você vê o preço por hora, a diária recomendada e o seu custo real de estrutura.

Seus números
Sua meta
R$

O que você quer levar para casa, limpo, depois de pagar tudo.

Custos do autônomo
R$

Autônomo: 20% ou 11% sobre o salário mínimo, ou valor fixo do MEI. Edite com o seu valor real.

R$

Compra, manutenção e troca de ferramentas e equipamentos.

R$

Combustível, manutenção do veículo, pedágio, transporte até a obra.

R$

Celular, seguro, uniforme, contador, EPI, software de orçamento.

Seu tempo
4

O autônomo não recebe férias: cada semana parada sai do seu bolso.

7 h

As que o cliente paga, não as que você passa na rua, em orçamento ou compra.

5

Quantos dias por semana você realmente faz obra.

Quanto você precisa cobrar por hora
Preço por hora a cobrarR$ 48para atingir sua renda líquida cobrindo INSS, ferramentas e dias parados
Diária recomendadaR$ 336
Horas faturáveis/ano1.596
Custos anuaisR$ 16.600
Custo/hora só de estruturaR$ 10

Modelo orientativo. Se a sua tarifa real saiu acima do que você cobra hoje, é o sinal de que você está cobrando pouco — e só percebe no fim do ano, quando o dinheiro não fecha. Atenção: este número não inclui impostos sobre nota fiscal nem margem de lucro extra. A carga tributária varia por regime (MEI, Simples Nacional) e por estado; some a sua parte de imposto por cima e uma folga para imprevistos antes de fechar o preço.

Como funciona

Cobrar pouco não enche a agenda: enche de trabalho que não paga as contas. O autônomo da construção — pedreiro, eletricista, encanador, pintor — costuma fechar o mês cansado e sem dinheiro não por falta de serviço, mas por um erro de aritmética que ninguém ensina. Ele nunca calculou, a frio, quanto vale de verdade a hora dele.

Esta calculadora faz essa conta para você. Ajuste seus números acima e veja, em tempo real, quanto você precisa cobrar por hora para atingir a renda que quer levar para casa cobrindo o INSS, as ferramentas, o combustível e os dias parados.


Por que o autônomo cobra pouco

Quase todo autônomo define o preço olhando para o lado: vê o que outro cobra e copia, ou chuta um número que "parece justo". O problema é que esse número raramente passou por uma conta. E quando passa, dois buracos derrubam a tarifa para baixo do que ela deveria ser.

O primeiro buraco é calcular o preço sobre as horas trabalhadas, não sobre as faturáveis. O segundo é esquecer os custos que existem mesmo nos meses sem obra. Os dois somados fazem você trabalhar mais horas para ganhar o mesmo, e você só percebe quando o ano acaba e o dinheiro não fecha.

Os custos que ninguém conta

Quando o autônomo pensa em custo, ele pensa no material da obra. Mas o material o cliente paga. O que come a sua margem é outra coisa: a contribuição do INSS todo mês, as ferramentas que quebram e precisam de reposição, o combustível e a manutenção do veículo, o pedágio, o celular, o seguro, o EPI, o contador, o software de orçamento. Tudo isso existe independentemente de você fechar ou não um trabalho naquele mês.

Veja cada um deles:

  • INSS: o autônomo recolhe por conta própria — 20% sobre o que declara, 11% sobre o salário mínimo no plano simplificado, ou o valor fixo do MEI. É despesa certa, não opcional.
  • Ferramentas e reposição: furadeira, esmerilhadeira, andaime, escada, brocas, o que desgasta e o que some. Distribua o gasto anual entre as suas horas.
  • Deslocamento e combustível: o tempo na rua você não fatura, mas o combustível você paga. Some o ano inteiro: costuma ser mais alto do que a memória sugere.
  • Outros custos fixos: celular, seguro, uniforme, contador, EPI, internet, software.

Se você não distribui esses custos entre as suas horas faturáveis, é você mesmo que absorve, sem perceber, tirando do próprio lucro. A calculadora obriga a colocar o número anual inteiro — e quase sempre ele assusta na primeira vez.

Horas faturáveis não é o mesmo que horas trabalhadas

Esse é o coração do problema. Imagine dois eletricistas que querem levar R$ 60.000 limpos por ano e têm R$ 18.000 de custos somando INSS, ferramentas, combustível e o resto: R$ 78.000 a cobrir. O primeiro divide pelas horas que trabalha — digamos 1.800 no ano — e chega a R$ 43 por hora. O segundo sabe que dessas horas só fatura parte, porque o resto vai em deslocamento, orçamento, compra de material e papelada. Divide por cerca de 1.150 horas faturáveis e chega perto de R$ 68 por hora.

Os dois trabalham igual. Mas o primeiro está cobrando bem abaixo do que precisa e só descobre no fim do ano. A hora que você não fatura também tem que ser paga, e ela só é paga pelas horas que você de fato cobra. Por isso a calculadora pede as horas faturáveis por dia, e não as horas de expediente.

O autônomo não tem férias remuneradas

Tem mais um detalhe que o registrado esquece e o autônomo sente na pele: não existe décimo terceiro nem férias pagas. Cada semana que você para — por descanso, doença ou falta de obra — sai do seu bolso. Por isso a calculadora desconta as semanas de férias e ainda tira os feriados do ano: são dias em que você não fatura, mas continua tendo custo. Quanto menos dias você fatura, maior precisa ser o preço da hora para a conta fechar.

O que fazer com o número

Se a sua tarifa real saiu acima do que você cobra hoje, é o sinal claro: você está cobrando pouco. Isso não significa subir tudo amanhã de uma vez. Significa que agora você sabe qual é o seu piso e pode decidir com dados — quais trabalhos valem a pena, quais recusar, onde cortar custo fixo ou como recuperar horas faturáveis.

Use a tarifa como base para montar orçamentos a preço fechado, que é o que o cliente prefere: estime as horas, multiplique pelo seu preço por hora, some material e margem, e apresente um número único. A página de operação mostra como recuperar horas faturáveis automatizando orçamento e papelada, e o guia de orçamentos que fecham mais trabalhos entra no detalhe de como apresentar o preço.

Quando precisar precificar uma obra inteira com custos, BDI e margem, use a calculadora de margem de obra e BDI. E explore as outras ferramentas gratuitas para dimensionar o resto do seu negócio. Quando seus números estiverem na mesa, conversamos e olhamos juntos.

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  1. Q/01Quanto cobrar por hora como pedreiro ou eletricista autônomo?

    Não existe um número único, porque depende da renda que você quer levar para casa e dos seus custos reais. O caminho certo é de trás para frente: defina quanto você quer ganhar limpo no ano, some todos os custos do autônomo (INSS, ferramentas, deslocamento, combustível, celular, contador) e divida esse total pelas horas que você realmente fatura, não pelas que trabalha. A calculadora faz essa conta para você em tempo real. O erro mais comum no setor é olhar o que o vizinho cobra e copiar, sem saber se aquele preço sequer paga as contas.

  2. Q/02Por que o autônomo da construção quase sempre cobra pouco?

    Por dois motivos de aritmética. Primeiro, porque calcula o preço sobre as horas que trabalha, e não sobre as horas que fatura: quem trabalha quarenta horas por semana raramente fatura mais de trinta, porque o resto vai em deslocamento, orçamento, compra de material e papelada. Segundo, porque esquece custos que existem mesmo sem obra: INSS, ferramentas que quebram, combustível, manutenção do veículo, celular, EPI. Quando você divide a sua meta só pelas horas de obra e ignora esses custos, o número fica baixo e você está cobrando pouco sem perceber.

  3. Q/03Como entra a contribuição do INSS no cálculo?

    Como custo fixo mensal. O autônomo paga INSS por conta própria: pode contribuir com 20% sobre o que declara, com 11% sobre o salário mínimo no plano simplificado, ou um valor fixo mensal se for MEI. A calculadora deixa esse campo editável justamente porque varia conforme o seu enquadramento. Coloque o valor que você realmente recolhe por mês: a ferramenta multiplica por doze e soma aos custos anuais que precisam ser cobertos pela sua tarifa. Ignorar o INSS é tirar dinheiro do próprio bolso na aposentadoria.

  4. Q/04Esse preço por hora já inclui os impostos da nota fiscal?

    Não. A calculadora cobre o INSS porque é uma contribuição mensal fixa do autônomo, mas não inclui o imposto sobre o faturamento, que muda conforme o regime. O MEI paga um valor fixo mensal e tem limite de faturamento; quem está no Simples Nacional paga uma alíquota sobre o que fatura. Some a sua carga tributária por cima do preço que a ferramenta sugere, junto com uma folga para imprevistos e uma margem de lucro de verdade. O número da calculadora é o seu piso para não trabalhar no prejuízo, não o preço final fechado.

  5. Q/05Qual a diferença entre horas trabalhadas e horas faturáveis?

    Horas trabalhadas são todas as que você dedica ao trabalho: dirigir até a obra, comprar material, fazer orçamento, atender o celular, emitir nota. Horas faturáveis são só as que o cliente paga. Essa diferença é onde quase todo autônomo se subvaloriza. Por isso a calculadora pede as horas faturáveis por dia, não as horas de expediente: se você dividir a sua meta pelas horas faturáveis reais, o preço sobe e passa a refletir o que você precisa de verdade. As horas que ninguém paga também precisam ser pagas, e só são pagas pelas horas que você fatura.

  6. Q/06Posso usar essa tarifa para montar orçamento a preço fechado?

    Pode, e é o jeito mais saudável de usar a ferramenta. O cliente quase sempre prefere um preço fechado por obra, porque sabe quanto vai pagar. Use a tarifa por hora como base: estime as horas do trabalho, multiplique pelo seu preço por hora, some o material e a margem, e apresente um número fechado. Assim você cobra preço fixo sem dar horas de presente. O preço por hora é o seu piso interno; o preço fechado é como você apresenta para o cliente.

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